Bernardete Barros

Dona Guiomar de Sá Vilhena uma mulher do século XVIII

Autor: Bernardete Barros
Ano: 2001
Edição: Região Autónoma da Madeira
Peso: 354g

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Em 2001, Bernardete Barros publicou a sua tese de mestrado dedicada a D. Guiomar Madalena de Sá Vasconcelos Bettencourt Machado de Vilhena, grande proprietária da Madeira nos últimos quartéis do século XVIII.
A sua fortuna, acumulada por um conjunto de várias heranças, deu a esta mulher um poder pouco habitual no seu tempo, o que lhe permitiu desempenhar um papel preponderante na sociedade madeirense de então, “apesar da sua condição feminina”. D. Guiomar é filha de Francisco Luís de Vasconcelos e Mariana Inês de Vilhena, D. Guiomar por morte prematura do seu irmão João José Vasconcelos Bettencourt, em 1766 (sem descendência), torna-se administradora de inúmeros morgadios aos sessenta e um anos de idade, chegando a administrar 48 capelas, entre inúmeras propriedades rurais e urbanas. Por morte do irmão, assumiu também a direcção da Confraria de S. José da Sé, dos carpinteiros e pedreiros do Funchal, como juiz, assinando pessoalmente os seus registos.
Descendente de cavaleiros da Ordem de Cristo, distinguiu-se, sobretudo, pela sua acção determinada no campo empresarial: foi negociante de vinhos, proprietária de armazéns e de navios mercantes que estabeleciam comércio com portos da Europa, da Ásia e da América, num contexto dominado, quase exclusivamente, pela esfera masculina.
D. Guiomar vive sob os auspícios da governação de D. João V (1706-1750) e de seu filho D. José I (1750-1777). É no reinado do primeiro – a faustosa corte joanina -, onde impera a ostentação, o cerimonial e a pompa, financiados pelas remessas de ouro e diamantes vindos do Brasil, que a soberania real e a ostentação do estatuto social tomarão formas bem visíveis.
D.Guiomar de Sá Vilhena faleceu em 1789, aos oitenta e quatro anos de idade na Quinta das Angústias, actual Quinta Vigia.


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